Palavra vil

Carlos Augusto B. Andrade Vi esses diasuma ratazanausar uma palavrabacana:holofote!Gosta de facho,luz em cacho,feito pinheirode Natalcom pisca-piscasde néon. Estar no centro,para ser visto,seguido,ovacionado,mesmo enganandoo pobre coitado.Palavra insanaexpõe o bacana,pois o verbopõe em movimentoe constrói coesacoerênciano turbilhão dessa indecência. Agora, chegou a horade dizer não,basta de trapaça,chega de vilão. Palavra vilnão cola,chega de esmola,de encantos mil,ouvi […]
Surpresas

Carlos Augusto B. Andrade Viver é encontrar surpresas. Algumas boas, outras nem tanto, mas isso não é um espanto, é realidade diária, na vida, nada é só encanto. Até mesmo quando nada muda, paramos de dar valor, momentos ilustres perdem a fama, ficam sem sentido, a alma endurece, não se esparrama. Um dia se compreenderá […]
Luzes da Paixão

Carlos Augusto B. Andrade Aurora deu à luz lampejos embriagados, férteis de novas centelhas que iluminarão as noites de Afrodite.
Sementes

Carlos Augusto B. de Andrade Lançadas à terra, desprovidas de beleza externa, encerram a gênese da vida. Transicionam-se em raízes, perfuram o solo eclodem em broto. Não há boas ou más, apenas essência pura e desnuda. Regadas com sabedoria, armazenam tudo que o torrão oferece. Espécies amadurecem, sabores, aromas, tons e […]
Obra rara

Carlos Augusto B. de Andrade pia pintassilgo pintado com esmero na obra rara. clara natureza, traduzida em óleo sobre tela, revela inspirações leves pelo traço rigoroso. arte singular, plural essência, aprisiona na alma a liberdade, e há calma.
Negritude Poética

Carlos Augusto Baptista de Andrade Verso branco? Verso preto? Cor? Nada! Preto é mais que cor, é jeito. Blues, jazz, samba no sangue. Essa negritude não é cor, é alma. Ginga, balangandã, capoeira, ancestralidade; jeito de ser fértil e forte som na noite estrelada, no dia de sol, ou manhã nublada. Existência de […]