Foco

Carlos Augusto B. Andrade Finalmente, fixei fundamento fluido, fervoroso, fértil, firme, fortalecendo filosofia focada, fragrância formidável, fascinante, sem-fim.
Desequilíbrio

Carlos Augusto B. Andrade Mundo corrido,gasolina nas veias;o homem fica desprovidode paciência e de ideias.Reflexão,coisa do passado,não há ponderação,há desespero alucinado.Penso, logo acelero,distúrbio fatal,não há o que substitua,planejamento artesanal.Ponderar é uma virtude,ainda há de se perceber,quem não valorizar tal atitudeé corresponsável pelo caos do saber.Tecnologia é um avanço,mas deve ser bem utilizada,para não causar ranço,nem […]
Cotovia

Carlos Augusto B. Andrade Cotovia canta melodicamente; com som que encanta, arrebata a gente. Voa ondulante, desce rápido, sobe ligeiro, num movimento cálido. Pássaro poesia, de pequeno porte, rapidez intensa, metáfora da resistência. Voa e canta mostra sua magia, exala seu trinado, a todos espanta, como disse o poeta, com sua “onda de alegria”. * […]
Jeito de ser

Carlos Augusto B. Andrade O jeito de ser por inteiro, bem maneiro, sem rebarbas, completamente nu de hipocrisias, constrói-se pela conexão por meio das teias arrebatadoras do universo com tudo, e com todos. Um convite à ascensão, compreensão fina da transcendência.
Louva-a-Deus

Carlos Augusto B. Andrade Em gratidão pela riqueza da natureza, os louva-a-Deus, em posição de oração, exaltam a essência da vida, preparando-se para dias turbulentos ou fecundos. Canibalismo, também está presente, qualquer relação com religião seria mera especulação.
Intensidade

Carlos Augusto Baptista Andrade Nada de ir além do simplesmente gostoso. Deve ser intenso, fogoso, saboroso… Sabe aquela medida CERTA… nem pra mais, nem pra menos? Só os que recebem e os que oferecem compreendem atônitos. Daquele jeito pra ninguém por defeito, ou ficar suspeito como que de mentirinha. Aquele fogo certeiro que o dia […]
Caixotes do tio André

Carlos Augusto B. Andrade Caixotes bem empilhados de fim de feira, amontoados naquele espaço da infância bem vivida. Ali a criançada brincava de escalada; montanha proibida, antecipando que, na vida, haveria mais do que planície. Hoje é possível lembrar das difíceis manobras pra chegar ao topo, antecipando os anseios, medos e dessabores da queda. Primos […]
Minha paleta

Carlos Augusto B. Andrade Vou pintar o sete com cores que violem a violência. Violeta ventilada pela metafísica, alquímica centrifugada. Com anil na base, solidifico o alicerce, com respeito e sinceridade, toque de flerte e de verdade. Não falta o azul do mar e do céu, profundidade, e estabilidade, alegorias finas sem escarcéu. Verde harmonia, […]
Bailando

Carlos Augusto B. Andrade Balançar o esqueleto, com molejoé arte,é remelexo. Bambolear com precisão, saltando,fazendo evolução,é poesia bailando.Cisne Negro,street dance,danças de roda,não importa,solte a corda.Viva a balada da vida,impulsionada pelo ritmodo coração;viver é cadência, é emoção.
Nasci com asas

Carlos Augusto B. Andrade Há seres querastejam,andam,correm,nadam,voame há aquelesque ficam paradosaindaque o mundo gire.Naturalmente,ando;já rastejei,pra pegar o chinelo,sob a cama;fiquei estático ao assistir a série preferida;corri para não perder o trem;nadei no oceanonaquele passeio de Kombiao litoral. Estou no meu momentoalado e transbordante,voando em ações e sonhos,como Pégasogalopando sobreas minhas nuvens;aquelas que construoa cada dia […]