Enamorados

Carlos Augusto B. Andrade Vidas livres, desimpedidas, desejam a experiência de estar unidas.   Olhares de águia, sorrisos embriagados, vivência do encontro, entre seres comungados.   Lado a lado sem falácias, ajustados nas linhas, e entrelinhas, começam a descoberta com eficácia.   Vida a dois antes separadas, agora uma entrelaçadas.

Restauração

Carlos Augusto B. Andrade Doce momento de repouso, silencioso, singelo, sempiterno, envolto pela canção que embala minha jornada, dá-me o sono merecido, faz-me belo adormecido, prepara-me para o salto certeiro à alvorada.

No princípio…

Carlos Augusto B. Andrade No princípio, eram os fonemas e eles pairavam sem sentido na galáxia dos sons.   De uma explosão Transformaram-se na conexão sílabas, estrelas desorganizadas, primeiro bla-bla-bla.   No continuum da missão, ousou-se a construir /cas-a/, Morfemas concebidos, sentidos digeridos.   A constelação exigia mais: a valsa sonora continuava, a mover tal […]

Haja Luz

Carlos Augusto B. Andrade Há uma luz, lâmpada para os navegantes.   Esclarece tudo, tornando impossível que alguém fique impassível.   Ela é amarga e doce, fere, sara, repara a consciência.   Ilumina a alma.

Virus Hominem

Carlos Augusto B. de Andrade Homem praga que draga a vida com palavra difusa, e deflagra o mal, com ódio mortal.   Pior que vírus, humanos-contagiantes, replicantes da insensatez, do ódio, da ilusão que priva a lucidez, e fere a compreensão.   Salve-nos guerreiros da tribo Tupi, salve-nos das fake news, que iludem os desavisados; […]

Dias Intensos

Carlos Augusto B. Andrade Dias frios, geadas, calafrios. Arrepios profundos ampliados pelo fulgor instalado sob o cobertor.

Eternidade

Carlos Augusto B. de Andrade Eternidade fluida vem e passa. No tempo Ágora, deixa tua marca na dança infinita da arca.   Tal qual doce veneno carmim, cumpre tua lide, contínua e perene.

Memórias

Carlos Augusto B. de Andrade Voz de mãe, doce como canto de canários na janela, acorda o menino na casa singela.   Ao raiar do dia, lá vem ela, sopinha de pão na destra mão, enquanto a sinistra, em festa, afaga a testa.   Memórias, ainda hoje, destacam com pingos de afeto a mágica mulher, […]

Águas e Mágoas

Carlos Augusto B. Andrade Violenta enxurrada, como trens desgovernados, devasta corações pávidos.   Solo que não respira, observa conquistas árduas cruzarem as esquinas.   Engrossam essas águas lágrimas profundas, mágoas fecundas.

Vida: a via…

Carlos Augusto B. de Andrade Via dolorosa, tempo que passa, pernas bambeiam, dor nas costas, calo latejante, visão turva, coração fibrila:   Via valorosa, nesse tempo fumaça, os sentidos permeiam as condições impostas, e todo viajante em seu momento de curva, abre os olhos e assimila:   Via vaporosa, que vem e que passa, pensamentos […]