Guerra de Gigantes

Carlos Augusto B. Andrade Na vida, levo o bodoque e seixos entalhados, para derrubar os gigantes Adamastores que, sem escrúpulos, hasteiam meus temores. Tais gigantes se movem pelas trilhas navegáveis naturais e imateriais, impregnados de falsídias, procurando abalar alicerces, e convicções construídas. Nessa guerra constante, abato e sou abatido, levanto-me como fênix, gigante […]
Pandemia

Carlos Augusto B. Andrade Bate o silêncio! desconhecido medo, calafrio, alma aflita em guerra sequiosa. Voz clama no deserto incerto, busca alento nesse momento hipotético. Rompa aurora, dissipa a noite pífia, prenuncia nova direção, livra-nos dessa ignorância. Retira do nosso tempo/espaço essa sina, vacina-nos por inteiro, ponha por terra a dúvida que confundiu […]
Versificando

Carlos Augusto B. Andrade estrutura encarnada, persona poema que escrevo, que guardo, que ouso mostrar, transcendente, (nosso) universal… * baseado em o “Poder do Mito”, de Joseph Campbell.
Haicai IV

Carlos Augusto B. Andrade Suave mensagem, repleta de regozijo: flutua com sabor.
Circuito neológico

Carlos Augusto B. Andrade Palavra-mater inseminada, gerada, desenvolvida. Evocada, poderosa, carregada, consolidada. Manuseada, exaurida, abrandada, falecida. neoencarnada, reorganizada, Palavra-mater inseminada…
Tempo e suas marcas

Carlos Augusto B. de Andrade Tempestivo, relâmpago expressivo, águia ligeira, tempo passa, quase imperceptível, deixa marcas faceiras, profundas, companheiras fecundas.
Gratidão

Carlos Augusto B. Andrade mãe/pai, pai/mãe, mães, pais. no céu? na terra? dois em um SEMPRE, ainda que, sem corpo presente. dia? momento? Impossível. Eternidade, única palavra plausível.
ABC Existencial 1

Carlos Augusto B. Andrade aflições, banalidades, contendas, devaneios, exacerbações, metade da laranja existencial. acolhimento, bondade, carinho, doçura, empatia, outra metade. VIDA que continua…
Desejo

Carlos Augusto B. de Andrade Maçãs do rosto rubras, realçaram desejo insólito, após taças do néctar libidinoso.
Baile Palaciano

Carlos Augusto B. Andrade Terpsícuri concita, instiga, impele guerreiros mascarados a bailar nas câmaras palacianas. Absortos, pela lira altissonante, rodopiam sensuais, selvagens, entorpecidos pelo som viciante. Hidromel aos tonéis destila a insensatez, destorce dogmas. A serviço da anfitriã, dançam e cantam, não argumentam, apenas agem.