Fluidez

Carlos Augusto B. Andrade olhar para a vida e observá-la como águas de um riacho. ir além do olhar estático, contemplar seu percurso estético. sentir sua natureza, fluir corrente, renovada a todo instante. 25/07/2020

Mortalha

Carlos Augusto B. de Andrade Nuvens escuras saltam, vociferam e se tencionam, fazendo surgir o obscuro.   No solo, cavernas robustas, fendas na rocha que acolhem medo íntimo, profundo, escancarado pelos olhos cerrados.   Incessantes sons desassossegam-se pelas rochas, assoviando o vazio da vida.   Silêncio surdo-sonoro, sufoca a mortalha.

No meio do caminho, outra vez

Carlos Augusto Baptista de Andrade No meio do caminho tinha Covid-19, depois, tomou o caminho todo, ultrapassou fronteiras. Nunca me esquecerei dessas dias: duas caras, máscaras, confinamento, restrição, morte, desinformação, enganação, contaminação. Tinha Covid-19 no mundo inteiro.

Pétalas Temporais

Carlos Augusto Baptista de Andrade cada minuto da jornada é como vida inteira, tempo relativo, prazeroso, ou não, sensível, ou não, sutil, ou não.   nenhum é maior, ou menor, simplesmente pétala que intensifica vida-flor.   experimentá-lo com fino trato é viver ad aeternum em universo finito, momento inaudito, exercício de percepção íntima.

Silêncio Expressivo

Carlos Augusto B. Andrade Guardo o silêncio, pois ele fala pelos ventos. Suave ou feroz ele ressoa com agudeza expressiva.   Silêncio é vazio, respeito, valorização, ou desprezo, renúncia, rejeição. Constitui-se no ato da interação, na comunicação sem sonoridade latente, mas com expressividade pujante.   Nele se desdobram incertezas, expectativas, narrativas repletas de imagens, sensações […]

Haicai I

Carlos Augusto B. Andrade Chiado no peito,  cheio de jeito de chuva:  coração choroso. 21/07/2020

Negritude Poética

Carlos Augusto Baptista de Andrade Verso branco? Verso preto? Cor? Nada! Preto é mais que cor, é jeito.   Blues, jazz, samba no sangue. Essa negritude não é cor, é alma.   Ginga, balangandã, capoeira, ancestralidade; jeito de ser fértil e forte som na noite estrelada, no dia de sol, ou manhã nublada. Existência de […]

Registro Etéreo/Eterno

Poema é o registro explicito do desejo humano em materializar o real, o metafísico, o divino, a poesia, mediante ao ato criativo da palavra fecunda.   Voz dita ou escrita que salta das elucubrações da mente/coração da criação, ser exterior em compasso com o interior em busca de vozes atuais e ancestrais.   Palavras vivas […]

Devolvam-me a palavra!

Carlos Augusto Baptista de Andrade Tiram abruptamente a chama da alma, deixando ao léu a voz da inspiração. Sem rumo, às mentes só resta oração para manter a sensatez, a calma.   Oh sagrada centelha que acalma, ilumina a lide, tira a frustração da privação da voz, da conjuração, quero “dialogar” de corpo e alma. […]

Gás “Por Elise”

Carlos Augusto Baptista de Andrade Música que traz gás. É certo que Beethoven não cedeu direitos autorais, mas como não lembrar nesta Pátria amada Salve! Salve! E correr para o portão, ao ouvir Por Elise, então!   Que gás é esse? Os mais velhos dirão, aquele que alimenta o fogo, que desperta a chama dos […]