João e a vida

Carlos Augusto B. Andrade Olhando bem de longepensei ter avistadoninho de pássaro,famoso uiracuité.Mas lá estava em pé,de barro e palha,o ninho do João,homem que trabalha.Parecia tudo normal,pessoas passavame nem ligavam,algumas até desdenhavam.A pobreza vira modasem princípios de igualdade,numa terra que rodanesses tempos de modernidade.Nesse sono profundo,homem obscurocaminha sem dar valora fome, a pobreza e a […]

Mortalha

Carlos Augusto B. de Andrade Nuvens escuras saltam, vociferam e se tencionam, fazendo surgir o obscuro.   No solo, cavernas robustas, fendas na rocha que acolhem medo íntimo, profundo, escancarado pelos olhos cerrados.   Incessantes sons desassossegam-se pelas rochas, assoviando o vazio da vida.   Silêncio surdo-sonoro, sufoca a mortalha.