ABC Existencial 1

Carlos Augusto B. Andrade aflições, banalidades, contendas, devaneios, exacerbações, metade da laranja existencial. acolhimento, bondade, carinho, doçura, empatia, outra metade. VIDA que continua…
Desejo

Carlos Augusto B. de Andrade Maçãs do rosto rubras, realçaram desejo insólito, após taças do néctar libidinoso.
Baile Palaciano

Carlos Augusto B. Andrade Terpsícuri concita, instiga, impele guerreiros mascarados a bailar nas câmaras palacianas. Absortos, pela lira altissonante, rodopiam sensuais, selvagens, entorpecidos pelo som viciante. Hidromel aos tonéis destila a insensatez, destorce dogmas. A serviço da anfitriã, dançam e cantam, não argumentam, apenas agem.
Luzes da Paixão

Carlos Augusto B. Andrade Aurora deu à luz lampejos embriagados, férteis de novas centelhas que iluminarão as noites de Afrodite.
Haicai III

Carlos Augusto B. Andrade Pétalas singelas, frágeis, sensíveis e raras: afinam o vergel.
Sementes

Carlos Augusto B. de Andrade Lançadas à terra, desprovidas de beleza externa, encerram a gênese da vida. Transicionam-se em raízes, perfuram o solo eclodem em broto. Não há boas ou más, apenas essência pura e desnuda. Regadas com sabedoria, armazenam tudo que o torrão oferece. Espécies amadurecem, sabores, aromas, tons e […]
Portais

Carlos Augusto B. de Andrade místico: passagem misteriosa para a consciência divina, real, ancestral. cosmológico: acesso sapiente, tangível, histórico, renovável. sociológico: caminho ordenado, diverso, multifacetado, “eu” e “tu” no aqui e no agora. pedagógico: diálogo vida, digno, díspar, hospitaleiro, humano, pleno, universal. * baseado no livro “O poder do Mito” de […]
Toque e frenesi

Carlos Augusto B. Andrade Enquanto, no horizonte, avistavam a alva, enredados ancoravam-se almas gêmeas. Toque e frenesi adoçavam o lance, aquela inquietação cheia de performance. Entre afagos, descobertas desnudas, turbulentas, lépidas, miravam o poente.
Sede de saber

Carlos Augusto B. Andrade sede de saber onde fica Pasárgada, para brincar com versos, limando o verbo, lapidando a estrofe, na cama que escolherei, com cinzel tênue e voraz, esculpindo a vida.
Novo despertar

Carlos Augusto B. Andrade tocou Bela a roca e, na aurora, despertou do sono profundo pela dor no indicador. mito ou realidade, ao som de Strauss, Bela ajustou a cena, modificam o panorama, e os rodopios provocam delírios sóbrios, sombrios, arrepios Malévolos…